Fé, esperança e caridade: considerações temáticas de uma pintura

Fé, Esperança e Caridade”, Carlos Dugos. Óleo s/ tela – 130x97 cms. Museu Luso-Alemão, Belas
Fé, Esperança e Caridade”, Carlos Dugos. Óleo s/ tela – 130×97 cms. Museu Luso-Alemão, Belas

Há cerca de um ano, Rainer Daehnhardt encomendou-me, para o Museu Luso-Alemão, uma pintura em que se representassem D. Sebastião e a Rainha Santa Isabel. Vindos por caminhos diferentes, encontrar-se-iam ao centro, fundindo, num só, dois aspectos complementares da espiritualidade portuguesa. Pelo caminho de Sebastião vinha a esperança no resgate  espiritual e temporal do povo português. Pelo de Isabel, a universalidade do amor, aspecto central no impulso da dádiva e da caridade. Teríamos, então, a Esperança e a Caridade; faltava-nos a Fé.

Disso dei conta a Rainer Daehnhardt, dizendo-lhe que pintaria o quadro mas que acrescentaria um terceiro aspecto que considerava central, quer no ternário das virtudes teologais: Fé, Esperança e Caridade, quer na constelação mítica e histórica da identidade portuguesa. E esse terceiro aspecto teria que se representar numa personagem cujo sentido e a importância fosse inquestionável.

Não creio que um pintor deva falar ou escrever sobre a sua própria pintura. Tão pouco julgo adequado que a explique pois, com isso, deixa a ideia de que a arte necessita da muleta da palavra para se representar plenamente como se, só por si, não tivesse essa capacidade, coisa em que não creio. No entanto, podem existir, numa pintura, certos aspectos temáticos susceptíveis de ser aclarados pela palavra, numa operação que não visa a pintura em si mas apenas os temas pelos quais se desenvolveu. É o que agora farei, relativamente ao quadro “Fé, Esperança e Caridade”.

CORES SIMBÓLICAS E ORDENAMENTO DO ESPAÇO

Estamos habituados, por razões que não vêm agora a propósito, a ler textos e ver sequências de imagens da esquerda para a direita. No entanto, esse não é um modo universal. Há povos que escrevem, lêem e abrem os seus livros da direita para a esquerda e outros que escrevem e lêem de cima para baixo. São modos de ordenar uma sequência espacial, de acordo com determinados pressupostos que conferem sentido a cada uma das modalidades de escrita e leitura.

A representação dos temas, na pintura em causa, seguiu um modo específico, muito usado na Arte e na simbólica, segundo o qual a leitura começa pela parte mais qualificada e, como estamos a falar de uma representação contida numa área, a parte mais importante é a zona central dessa área. Aí se representou a personagem correspondente à Fé, virtude central entre as três aqui tratadas. Segue-se a figura à esquerda, aludindo à Esperança e, depois a da direita, em representação da Caridade. Esta disposição não é arbitrária; inúmeros exemplos podem testemunhar em seu favor. Por exemplo: na emblemática, bandeiras como as da Itália ou do México comportam as três cores nas três posições de que aqui se fala: o branco da Fé, ao centro; o verde da Esperança, à esquerda e o vermelho da Caridade, à direita. Nessas bandeiras há uma intenção que, não se referindo concretamente a aspectos teológicos, como sejam as três virtudes, incide sobre o mesmo tema mas num registo metafísico. A ela está associada Pallas, a entidade protectora de Atenas e bem assim certas concepções trinitárias, que seria ocioso desenvolver aqui.

No quadro, prescindiu-se das cores que a Tradição concede às virtudes teologais, porque a sua aplicação não permitiria que a figura central estivesse paramentada a vermelho e ouro – teria de estar a branco – e o sentido do que se queria dizer perder-se-ia.

D. SEBASTIÃO – A ESPERANÇA

 

Apesar do que acima foi dito, guardemos para o fim a personagem central e observemos a da esquerda.

Pessoalmente, sempre entendi o projecto militar africano de D. Sebastião como uma ambiguidade histórica de Portugal. Se por um lado o risco era excessivo, como se provou que era, por outro, a ideia de uma cruzada tardia, contra o turco que se fortificava no Magrebe, determinada por razões da Fé e do Império, constituiu o último sobressalto de uma determinada concepção do Mundo que era geneticamente portuguesa, nascida na corte de Dinis e Isabel e praticada longamente pela Ordem de Cristo. Mas, se o genoma da corte dionisiana ou a templária Ordem de Cristo era de cariz gibelino, em Sebastião a influência clerical era já demasiado romana; já não se falava de guelfos mas o Santo Ofício instalara-se em terras lusas.

Não sei por que razão D. Sebastião foi repetidamente retratado tendo a seu lado um cão lebreiro. Na verdade, desde que Dante, no Purgatório, falou de Veltro, o cão lebreiro inimigo da loba apocalíptica, que os exemplares dessa raça canina ficaram para sempre associados alegoricamente à defesa contra aquela que alimentou Rómulo e Remo, a loba original romana, mais tarde substituída pela águia imperial. Neste caso, para Dante, outro gibelino[1], Roma era a sede de um papado usurpador do poder real, de uma autoridade espiritual que reclamava para si, totalitariamente, o direito ao poder temporal.

Pelos vistos, o lebreiro presente na iconografia sebastianista não livrou o Rei de certas influências religiosas, aparentemente servindo interesses temporais estrangeiros. Nesse aspecto, o que na verdade aconteceu em Alcácer-Quibir continua a ser um mistério, ficando-nos apenas como corpo de delito um belo elmo em aço temperado, com mais de oitenta feridas de combate, uma delas bem enigmática.

Era chamado o Rei-menino porque se tornou personagem real ainda na infância. Talvez por isso, em lugar de ser retratado sobre uma montada, pois a arma de cavalaria é a adequada a um monarca, pintaram-no como um infante, segurando um martelo de bico, arma que ainda hoje é emblema da infantaria portuguesa e, por extensão, emblema de todos os infantes de Portugal.

Por onde andou, se é verdade que sobreviveu à grande batalha? Que outro traje sobre a armadura senão o capote de viajante eterno?

O que mais importa nele não é já a sua realeza, o seu sonho, o seu destino. Sebastião é o “messias” oculto; a encarnação da grande esperança que poderá abrir caminho à luz perdida, à palavra redentora. No resgate de 1640, na resposta ao Ultimato ou no actual resgate financeiro, é o sebastianismo que por vezes inconscientemente permanece no coração de cada um dos portugueses, provavelmente mesmo daqueles que se riem dos sebastianistas.

Acompanham o Rei, de um modo ou de outro tombado pela Pátria, os escudos das Ordens; de Avis, de Santiago, do Templo e de Cristo.

SANTA ISABEL – A CARIDADE

 

À direita temos a Rainha Santa Isabel.

Nascida na corte aragonesa, ao tempo a mais evoluída da Península Ibérica, Isabel deslumbrava, desde criança, todos os que a rodeavam. Seu avô Jaime I, dizia que ela, apesar da tenra idade, era a mais notável dama que o Reino conhecera e chamava-lhe a Rosa de Aragão. Gabavam-lhe a inteligência fulgurante, a beleza, a simpatia e, sobretudo uma caridade sem limites, estribada numa vivência espiritual invulgar mesmo para a época. Antes de vir para Portugal, aos doze anos, por casamento com D. Dinis, já os povos: aragonês, catalão e valenciano a consideravam santa e as chancelarias europeias tinham em alta conta a sua perspicácia política. Ironicamente esteve para casar com Filipe IV de França, o que mais tarde atacou de morte a Ordem do Templo, ela que ajudou a salvar o templarismo através da Ordem de Cristo.

Como Rainha de Portugal, foi a companheira abençoada para a genialidade de D. Dinis. Notabilizou-se pela sua capacidade diplomática ao serviço da paz mas, sobretudo, pelas obras de caridade que sustentava, com frequentes perdas do seu património e com sacrifícios pessoais que causavam espanto.

Coube-lhe o papel decisivo na estruturação de uma espiritualidade portuguesa muito particular, única no mundo, centrada no culto do Divino Espírito Santo. Esse culto, de fundamento franciscano, a um tempo aristocrático e popular, considerado heterodoxo pela Igreja, iria animar durante séculos a vida do Reino, permanecendo como nota dominante na doutrina da expansão imperial portuguesa.

Na linha da tradição caritativa de sua tia-avó Isabel da Hungria e Turíngia e de algumas personagens lendárias, como Roselin, a putativa filha de Arnaldo Vilanova, a sua acção registou as marcas simbólicas em conformidade, especialmente na figura da rosa como símbolo do amor e da devoção ao sofrimento alheio, por causa da doutrina da unidade universal de todas as criaturas, conforme a vocação franciscana que sempre a animou.

As relações entre Isabel e a estrutura ortodoxa da Igreja foram sempre tensas. O seu estatuto de princesa de Aragão e Rainha de Portugal impediu que contra ela tivessem sido tomadas medidas graves, pois os sectores clericais mais integristas consideravam-na alguém dedicado à feitiçaria, fosse pela notícia das suas curas milagrosas, fosse por ser uma Hohenstaufen por parte de sua mãe, já que esta era a família que mais directamente representava o ideal gibelino contra a hegemonia do Papado.

Embora D. Manuel I tenha iniciado o pedido para a sua canonização, só muito mais tarde, por influência dos Filipes estrangeiros reinando em Portugal, o processo foi activado pela Santa Sé. Talvez que, tendo a coroa de Espanha tomado simultaneamente posse de Portugal e de Aragão, a canonização de uma princesa aragonesa e rainha de Portugal constituísse uma operação de charme que suavizasse a antipatia portuguesa e aragonesa para com a monarquia espanhola.

Vestida com as cores do Espírito Santo, repercutido nas pombas que a acompanham, é portadora do trigo e da rosa.

O ESPÍRITO SANTO – A FÉ

Passemos agora a algumas considerações sobre a figura central.

Como é evidente trata-se da citação de uma imagem presente nos painéis de Nuno Gonçalves, obra sem paralelo na Arte europeia da sua época, sobretudo pelo facto de as quase sessenta personagens não serem fisionomicamente tratadas como figurantes mas retratadas, com seu verdadeiro rosto, numa representação de toda a sociedade portuguesa, povo, clero e nobreza.

O políptico foi pintado entre 1467 e 1470 destinando-se, segundo alguns estudiosos, à capela do Palácio de Sintra que era consagrada ao Espírito Santo. Mas a obra andou perdida e só em 1882 foi encontrada, em condições deploráveis, na Igreja de S. Vicente de Fora em Lisboa. Tal facto levou à conclusão  de que a dupla personagem representada nos painéis centrais era S. Vicente, embora não apresentasse nenhum dos atributos iconográficos daquele santo. No entanto muitas outras opiniões foram surgindo de tal modo que a questão dos painéis se converteu em polémica entre eruditos. A identificação das personagens era mantida mais por teima académica que por resultados de investigação, havendo ainda hoje fortes dúvidas sobre se a figura de negro com chapéu borgonhês é o Infante D. Henrique, apesar de ter ficado iconograficamente consagrado que o era. O mais provável é que se trate de Carlos – o Temerário, já na altura Duque de Borgonha.

No entanto, algumas das teorias esboçadas parecem fazer sentido. No dizer de António Quadros,[2] o  Prof. José Luís Conceição Silva afirmou que o painel dito do Infante seria uma representação da cerimónia da coroação do Imperador do Espírito Santo visto que, segundo o protocolo tradicional, o Imperador é apadrinhado por cinco figuras, três masculinas e duas femininas. Um casal velho, um casal jovem e uma criança, numa alusão às etapas da vida. Ora é exactamente isso que se encontra no dito painel.

Mas, a pergunta, aqui, é: quem dirige a cerimónia? Quem é a figura dupla que preside a um ritual desconhecido, seja no painel da Aliança do Espírito Santo, seja no Painel da Missão das Ordens? Não há dúvida de que existe nela uma dupla natureza: a sacerdotal, no painel da Aliança já que, aberto o livro sagrado, revela o Evangelho de S. João; a real, no painel da Missão das Ordens, exibindo a vara do mando a substituir o livro sagrado agora fechado.

Segundo Conceição Silva este Rei-Sacerdote pode ser Melquizedec. E pode ser o Prestes João, também ele senhor de ambas as naturezas, ou pode ser outra entidade oculta na qual se unifica a autoridade espiritual e o poder temporal.

O excelente pintor e ensaísta Lima de Freitas recorda: “Dante põe na boca da sua amada Beatriz, no final do Purgatório, a profecia da próxima vinda de um Messo di Dio, Enviado de Deus, que vingará os males que atingem a cristandade, designando-o pelo nome enigmático de Quinhentos e Quinze”.[3]

Tal como Hermes ou Mercúrio eram os enviados dos deuses, no panteão das mitologias clássicas, no cristianismo, esse papel de mensageiro é consignado ao Espírito Santo, enquanto princípio de comunicabilidade entre o Criador e as criaturas e entre todos os que comunguem da fé em Deus. Por outro lado, segundo a doutrina de Joaquim de Flora o advento do Espírito Santo revestirá a forma de uma entidade que governará o mundo. A doutrina do Divino Espírito Santo, como a estruturaram Dinis e Isabel, requer um Imperador que representará o Paracleto. A profética quinto-imperial do Padre António Vieira fala de um Imperador português que reinará sobre todos os povos.

Em termos simbólicos, a designação cifrada de Quinhentos e Quinze poderá ser sinal da presença do Espírito Santo e, Lima de Freitas demonstra que assim é nos painéis de Nuno Gonçalves. No seu excelente ensaio “515 O Lugar do Espelho” desenvolve considerações estribadas na geometria e numerologia sagradas que conduzem à compreensão das características simbólicas do número 515 e do significado profundo que o acompanha, relacionado com a iluminação espiritual do homem imerso nas trevas da sua condição animal.

Se o cinco do pentagrama é a imagem do homem enquanto reflexo invertido da divindade, no sentido de “imagem e semelhança”, terá que existir outro cinco, outro pentagrama que seja a imagem original e divina, determinante da imagem humana. Entre as duas imagens, considera-se um plano de reflexão que não é imagem, mas como que o portal de comunicação entre as duas, numa palavra: a própria divindade, representada pelo 1. Assim, 5 superior – imagem divina; 1 – plano de reflexão – comunicação entre o plano divino e o humano; 5 inferior – a imagem divina reflectida na natureza humana.

Observemos pois, as duas tábuas centrais do políptico e concluiremos que a figura paramentada a vermelho e ouro é uma única entidade desdobrada em duas funções – sacerdotal e real – e que constitui o 1 central, tendo de cada lado cinco personagens:

À esquerda, no painel da Aliança, cinco personagens: Santa Joana Princesa, de joelhos; Isabel de Avis, atrás dela; Rei D. Afonso V, ajoelhado, à direita; Carlos – o Temerário, Duque de Borgonha e o Infante D. João, futuro D. João II.

À direita, no painel da Missão das Ordens de Cristo e Avis, cinco personagens, que são: D. Fernando, Mestre da Ordem de Cristo, ajoelhado à esquerda; atrás de si, seu filho Diogo, futuro Mestre da Ordem de Cristo; um pouco atrás, seu filho mais velho, D. João também ele futuro governador da Ordem de Cristo; à direita, ajoelhado, D. Fernando II, Duque de Guimarães; de pé, atrás de si, D. João, seu irmão, Marquês de Montemor. Cinco personagens à esquerda, uma ao meio, embora duplicada e cinco á direita.

Graças a Lima de Freitas encontramos, naquela que é por excelência a obra- prima da Arte portuguesa, discretamente indicado um número com antiquíssimas conotações iniciáticas e a revelação de que a dupla personagem central é uma representação antropomórfica do próprio Messo di Dio, de Dante, o Divino Espírito Santo, Terceira Pessoa da Santíssima Trindade.

Dadas as características do políptico, pode afirmar-se, com Jaime Cortesão, que nele se representa a investidura da nação portuguesa pelo Espírito Santo.

Aceitando esta concepção, já por mais que uma vez citei a imagem da personagem central dos painéis, na sua versão real, para representar o Divino Espírito Santo. Pode dizer-se que, como pintor, eu próprio poderia conceber uma figuração para a Terceira Pessoa, mas nunca me achei digno de o fazer. Sobretudo depois de ter tomado conhecimento e intuído que a enigmática personagem do retábulo era uma imagem do próprio Paracleto, limitei-me a repintá-la, embora de modo mais sintético e modesto, sempre que o meu trabalho exige essa representação.

O Lugar central da Fé é portanto ocupado por essa figura sublime do Consolador, daquele que trará paz, harmonia e abundância ao mundo, o Imperador do Divino Espírito Santo tal como a Rainha Santa evocou, em comemorações que ainda hoje perduram.

Apresentei-o na sua dignidade real, com a vara do mando, pois é sobretudo de um senhor temporal que neste princípio do século XXI Portugal mais necessita. Por trás de si, a esfera armilar, numa alusão ao V Império que é o seu, de acordo com a profética de Vieira. De cada lado, o número cinco; à esquerda, em D. Sebastião mais os quatro escudos das Ordens – o lebreiro não conta para esta soma – à direita, pela Rainha Santa mais as quatro pombas espiritanas em voo.

CONCLUSÃO

Tenho em mim o profundo desejo de que este quadro, Fé Esperança e Caridade, cumpra a sua função que é a de conduzir à meditação e à introspecção, de modo a que, quem o vê, possa transportar para dentro de si os eventos, os exemplos e os mistérios de que ele, na sua linguagem silenciosa, fala.

Está bem entregue, aos cuidados do Museu Luso-Alemão, lugar ideal para alcançar esse objectivo.

Outras figuras históricas portuguesas poderiam ser associadas por haver entre elas complementaridade ou até oposição. No presente caso, a duas figuras reais juntou-se uma entidade divina. Associação que poderá parecer forçada mas que faz todo o sentido na história de uma nação que conta com essa entidade como figura central da sua espiritualidade desde os primeiros anos do século XIV. Sem o culto do Divino Espírito Santo Portugal nunca teria sido o que foi.

É bom que se evoquem, em tempos de estado laico, que chama a si todo o poder e autoridade, épocas ou circunstâncias em que poder temporal e autoridade espiritual se associaram para dar corpo a uma concepção mais ampla da natureza humana para além do bem-estar socio-material.

Ignorando oficialmente a vida espiritual dos povos que governa, o paradigma do poder contemporâneo parece prescindir da parte essencial do ser, aquela parte que o liga aos aspectos superiores da realidade dos quais cada um de nós é o reflexo obscurecido. Talvez por isso, hoje mais que nunca, a operação proposta pelos mecanismos iniciáticos do “quinhentos e quinze” esteja na ordem do dia, de modo a que reacendamos a chama quase a apagar-se que, apesar de tudo, ainda se oculta no nosso interior. Falo das pessoas e falo também da pessoa colectiva que é um povo… uma nação… Falo de Portugal

Carcavelos, Julho de 2013.

Carlos Dugos

 

[1] Certas biografias dão Dante como sendo um guelfo (branco) mas a obra do divino mestre  é marcada  por uma forte adesão à causa do Sacro-Império Romano-Germânico, cujo ideal era gibelino.

[2] António Quadros, Portugal Razão e Mistério. Guimarães Editores, Lisboa, 1987

[3] Lima de Freitas, 515 O Lugar do Espelho. Hugin Editores, Lisboa, 2003

 

 

11 meses ago

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